quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Lição de Moral #17: O silêncio é ambivalente.

Eu não lembro muito bem como dormi naquele sábado. Ao acordar, a brisa calma se aproximava das onze, e o fogo não queimava mais. Houve coragem, ouvi você chorar. Se fosse possível ver as lágrimas, tocar os ombros, assoviar dúvidas e sorrir da remela alheia; Se eu tivesse que ver suas pernas tremerem (mas eu olhava pras minhas sem encarar o telefone), você tivesse me batido, e os pratos se chocassem contra as samambaias suspensas infirmes; Se eu tivesse dormido até às três, se a gente não tivesse discutido de saudades na quarta... Veja só, como a imaginação transforma as samambaias. Suspenso no tempo indeterminado. Germinando desculpas e soluços numa caixa de mensagens desastrosas. Os amigos transitam pelas fronteiras inocentes. Os muros autoinflados do ego tornam minotauros em labiritos. Suspirando pestanejos, sacrilejando paralíticos. Quem olhar além do reflexo atirará no primeiro relógico. Respondendo espirros e ignorando elefantes, avançamos à distância aquilo que nos distância do avante; aquilo que permanece; naquele a kilo, a moça perguntou de você. 3 metros cúbicos de espuma pós-moderna, 10 de magnésio.

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