terça-feira, 12 de junho de 2012

Lição de moral #11: Não tenha medo de juntar dois quebra-cabeças.

Aos 3 anos de juventude ganhara um grande quebra-cabeças. As, inicialmente, 1000 peças de papelão colorido eram frequentemente reduzidas e embaralhadas devido à trocas, nem sempre justas (as crianças não o faziam por mal), e quando, volta e meia, o garoto perdia alguma peça brincando pelo mundo. Mas, as vezes, Tom encontrava peças perdidas por outras crianças, e, ao tornar-se moço, seu quebra-cabeças parecia impossível de ser montado novamente. Nenhuma forma completa, nenhum cenário por inteiro, nenhum personagem que não precisasse ser a mistura de dois. Apesar de tudo, agora havia ao menos um peça de cada cor. Após muito tempo tentando em vão construir uma situação coerente com aquilo que tinha em mãos, Tom resolveu que não tinha mais tempo a ser perdido com a impossível tarefa. E, nos anos que se passaram, nunca falou sobre isso. Se alguém tocava no assunto...Ah, vocês sabem o que aconteceu durante esse tempo, não sabem? Enfim, em uma sexta feira de outono, no dia de seu aniversário, Tom bebia despreocupadamente (e indefeso ao que viria a seguir). Descendo a rua, com uma caixa na mão, veio Nina. Quando o, agora já um, rapaz viu o que a moça carregava, sabia que nas mãos dela, aquilo poderia ser finalmente resolvido. Ela parou ao seu lado e abriu a caixa. As peças continuavam todas embaralhadas, e ela tirou do bolso suas próprias peças sem coerência e as jogou dentro da caixa. Os dois se olharam, e os corações bateram em sincronia. Eles sabiam que poderiam, sendo um, serem completos. 136 batidas por minuto, 10 de magnésio.

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